OAB e ISFA na luta pela vida e contra a esporotricose

A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA), da OAB/RJ realizou nesta segunda-feira(27),com o apoio do Instituto São Francisco de Assis (ISFA), na sede da OAB, no Centro da cidade o seminário “Esporotricose - a culpa não é do gato”.O evento teve como finalidade esclarecer a população sobre a real causa da doença. Médicos veterinários especializados estiveram presentes e falaram sobre as formas de tratamento e prevenção do problema. Além do debate a comissão registrou a abertura de um documento chamado de Agenda Esporotricose, que será encaminhado ao poder público.

Entre as solicitações no oficio estão: a ampliação dos serviços de diagnóstico e tratamento por parte do Centro de Controle de Zoonoses(CCZ), inclusão no Programa de Saúde na Escola(PSE) de educação sobre guarda responsável e prevenção de zoonoses, autorização para veterinários de abrigos, ONGS e protetores independentes atuarem junto aos órgãos fornecedores de remédios e agilizarem as doações de medicamentos, maior participação do Conselho Regional de Medicina Veterinária com cursos, informativos e produção de materiais técnicos relativos a esporotricose, auxílios jurídicos e técnicos para a regulamentação de ONGs e Abrigos, inclusão efetiva de veterinários no NASF, o Programa de atendimento domiciliar.Os interessados pode incluir sugestões para o documento. O e-mail de contato é: cpda.oab@gmail.com, o prazo para envio é até o dia 30 de junho.

Sobre a esporotricose

Causada pelo fungo Sporothrix schenckii, a doença é uma micose que pode afetar animais e humanos. Desde o final da década de 1990, o Rio de Janeiro, tem tido grande ocorrência da doença em animais, especialmente em gatos. Existe tratamento para a micose, e o diagnóstico dos animais já pode ser feito na maioria das clínicas veterinárias.

Nos gatos, as manifestações da esporotricose são variadas. Os sinais mais observados são feridas profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente.Nos humanos a doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, podendo virar uma ferida. Geralmente aparecem nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de pequenos caroços ou feridas.O animal com suspeita de esporotricose deve ser levado a uma clínica veterinária de confiança.

A prefeitura presta atendimento gratuito na unidade de medicina veterinária. Através do site: www.1746.rio.gov.br, ou pelo telefone 1746 pode se obter as informações de dias e horários para consultas.O Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman também pode contribuir com informações. O Centro fica na Avenida Bartolomeu Gusmão 1.120, em São Cristóvão. O e-mail de contato é o: ijv@rio.rj.gov.br. Para humanos, o atendimento de esporotricose está sendo feito pelos médicos de postos de saúde locais e dos serviços de atenção básica do programa Saúde da Família. A Fiocruz, por meio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), também oferece atendimento.

Segundo o presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA), da OAB/RJ, Reynaldo Velloso a OAB entende que a esporotricose precisa ter um controle maior no Rio de Janeiro. “O seminário foi feito para esclarecer as pessoas e solicitar dos órgãos competentes o maior controle da doença, mas um controle com carinho sem matar os gatos, e sim fazendo um investimento maior na prevenção. O documento que iremos redigir na próxima semana será assinado pela CPDA, da OAB, pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e pela Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais(ANCLIVEPA).

Iremos visitar o Instituto Jorge Vaitsman, a Fio Cruz e a Secretaria de Vigilância Sanitária, e vamos exigir através deste documento além do maior controle da doença que sejam franqueadas situações para abrigos e protetores individuais que cuidam de grande quantidade de gatos.”, diz Velloso. Ele afirma ainda que será solicitado um atendimento específico para representantes de abrigos, ONGS e protetores independentes conseguirem o medicamento utilizado no tratamento, o Itraconazol, sem a burocracia que existe hoje. “Atualmente é exigido que a pessoa leve cada gato para nova consulta no intuito de conseguir o medicamento. Um pessoa que tem 80 gatos em seu gatil não tem condições de fazer isso”, afirma o presidente da CPDA-OAB/RJ.

Compuseram a mesa: Cícero Pitombo, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Rogério Lobo, presidente da ANCLIVEPA, Rebeka Cury, médica veterinária, terapeuta celular, Danielle Figueiredo, médica veterinária, terapeuta celular - patologista, Cristiane Botelho, médica veterinária especializada em dermatologia, Glauco Mello, médico veterinário, do Instituto Jorge Vaitsman.

O Seminário foi transmitido ao vivo pela TV WEB OAB/RJ e está disponível no endereço: https://www.youtube.com/watch?v=eRy47wVnnP8